
Entrevista
Conheça um pouco mais do projeto Flor em Gotas, iniciado em 2014, por Lizete de Paula, Glorinha Coelho e Luciana Jabulka é atualmente coordenado por Fernanda Vale de Lima.
Este projeto continua atendendo a muitas pessoas e já demonstrou resultados muito positivos durante a sua existência.
Por Emanuele Moraes Cardoso

Entrevista com Fernanda Vale de Lima, coordenadora do Flor em Gotas:
1) Como surgiu a ideia do projeto e quem estava envolvido?
O projeto teve início a partir da necessidade de ensinar a parte prática da preparação de florais aos alunos dos cursos de formação oferecidos pela Rioflor. As pessoas que deram início a ele foram a Lizete de Paula, a Glorinha Coelho e a Luciana Jabulka. Além do estágio supervisionado, ainda teve o objetivo de levar a Terapia Floral para pessoas de Comunidades.
2) Há quanto tempo o projeto existe e o que mudou ao longo desse tempo?
O projeto teve início em 2014. A princípio era presencial na Igreja de Nossa Senhora das Dores no Rio Comprido. Mas com a pandemia houve a necessidade de passar para o formato online que permanece até hoje.
3) Quem pode ser atendido no projeto?
Qualquer pessoa que se interessar pode ser atendida, sem restrições. Atualmente a divulgação é mais boca a boca, pois as pessoas que são atendidas indicam para os parentes e conhecidos.
4) E como funcionam os atendimentos?
Os atendimentos são online, exceto se o cliente tiver dificuldades com esse modo, nesses casos marcamos de forma presencial. Cada terapeuta atende de uma a duas pessoas em média, de acordo com a disponibilidade de cada um. Após o atendimento, o terapeuta me encaminha a prescrição dos florais e a cada 15 dias a Edna Zapone e eu preparamos as fórmulas para entregar aos clientes. Temos um calendário com os dias de entrega que se dá na Igreja de Nossa Senhora das Dores onde usamos a sala do início do projeto. Os atendimentos podem ser quinzenais ou mensais, e há uma pequena contribuição mensal para cobrir os gastos do material de preparo dos florais.
5) Quantos terapeutas participam como voluntários?
Eu sou a coordenadora e conto com a Elizabeth Borges e com a Edna Zapone que me auxiliam no trabalho. No momento temos em torno de dezoito terapeutas voluntários que atendem além de nós. Glorinha Coelho continua atendendo e prestando assessoria. Esse número de pessoas ainda é pequeno comparado ao de clientes, por isso muitas vezes temos fila de espera.
6) E quantas pessoas são atendidas pelo projeto?
No momento temos 36 clientes sendo atendidos e pelo menos 7 pessoas na fila de espera.
7) Como vocês conseguem recursos para manter o projeto?
Como já disse, a contribuição das pessoas atendidas é usada para ajudar na despesa de utilização do espaço e todo o material de preparação das fórmulas. Contamos com o apoio de produtores de florais, sempre engajados na disseminação da Terapia Floral. Nossa gratidão a Talita Magonari (Florais, de Saint Germain); Celia Gouvêa (Sistema Solaris) e Luciana Chammas (Healing Essências Florais) que tornam viável a manutenção do Projeto.
8) Quais são os maiores desafios que vocês enfrentam no desenvolvimento desse trabalho?
Temos dois desafios principais. O primeiro é a participação de terapeutas para os atendimentos e para colaborar no preparo das fórmulas florais na Igreja o que acontece quinzenalmente. Sendo os atendimentos on line, a dificuldade de estar no local da entrega duas vezes no mês se intensificou por toda a mudança ocorrida pós pandemia.
O segundo desafio é a parte financeira. O objetivo do projeto é atender aquelas pessoas que estão com dificuldades financeiras, por isso, a taxa é bem reduzida. Além disso, quando não conseguem contribuir mesmo com esse valor bem pequeno, pede-se que contribua com a quantia que puder. Conscientizando a importância da sua participação para que o projeto continue vivo, abrindo a todos os que assim desejarem.
9) O que você considera como o maior motivo para um terapeuta querer participar de um projeto social como o Flor em Gotas?
Acho que o primeiro motivo é o de servir e, também, o atendimento social faz parte do dever de ser do terapeuta floral. E o segundo é de poder dar esperança a quem quer achar um caminho e não tem como. Recebemos muitos depoimentos de pessoas atendidas e vemos a melhora dos clientes, isso é o que me incentiva a continuar e acho que pode incentivar outros terapeutas a também contribuir nessa missão.
10) O que um terapeuta floral precisa fazer para ser voluntário no projeto?
Desde o princípio foi voltado como espaço de realização de estágio supervisionado. Com o aumento da necessidade de mais atendimentos, contamos com o apoio dos terapeutas associados à Rioflor, pois, se preserva a qualidade profissional, há uma formação mínima para se tornar terapeuta floral. O terapeuta interessado pode entrar em contato pelo WhatsApp: Fernanda (21)99436-8871
11) Você tem alguma história marcante dessa jornada para compartilhar com a gente?
Temos muitas histórias lindas com os clientes atendidos, é até difícil escolher. Mas, uma que me marcou muito, foi a de uma mulher que sofria de transtorno bipolar, fibromialgia e depressão. Ela já era tendida no projeto por outra profissional que precisou se afastar. Ofereci-me para dar continuidade ao seu processo terapêutico, mas, de início ela relutou dizendo que já melhorara. As pessoas, às vezes, não têm noção do que seja um processo terapêutico e esperam que, logo depois da primeira ou segunda fórmula obtenham a solução de sua situação. Muitas vezes, como sentem-se melhor, voltam a sentir mais estabilidade, querem parar e não chegar ao que causou aquele estado.
12) Quais são os próximos objetivos e planos para o Flor em Gotas?
O desafio constante é manter o projeto ativo. Temos muitos sonhos para o futuro: uma autoclave para facilitar e agilizar o processo de preparação dos vidros, um espaço próprio, ampliar para mais pessoas contando com um número bem maior de terapeutas voluntários, enfim, crescer com sustentabilidade.
13) Como as pessoas podem acompanhar vocês e conhecer mais sobre o projeto?
Através da página no Instagram: @flore_mgotas.

