top of page

Entrevista

Conheça um pouco mais do projeto Flor em Gotas, iniciado em 2014, por Lizete de Paula, Glorinha Coelho e  Luciana Jabulka é atualmente coordenado por Fernanda Vale de Lima.

​

Este projeto continua atendendo a muitas pessoas e já demonstrou resultados muito positivos durante a sua existência.

​

Por Emanuele Moraes Cardoso

​

​

Jornal Girassol 2023_edited.png

ENTREVISTA COM FERNANDA VALE DE LIMA, COORDENADORA DO FLOR EM GOTAS:

​

1) Como surgiu a ideia do projeto e quem estava envolvido?

O projeto teve início a partir da necessidade de ensinar a parte prática da preparação de florais aos alunos dos cursos de formação oferecidos pela Rioflor. As pessoas que deram início a ele foram a Lizete de Paula, a Glorinha Coelho e a Luciana Jabulka. Além do estágio supervisionado, ainda teve o objetivo de levar a Terapia Floral para pessoas de Comunidades.

​

2) Há quanto tempo o projeto existe e o que mudou ao longo desse tempo?

O projeto teve início em 2014. A princípio era presencial na Igreja de Nossa Senhora das Dores no Rio Comprido. Mas com a pandemia houve a necessidade de passar para o formato online que permanece até hoje.

​

3) Quem pode ser atendido no projeto?

Qualquer pessoa que se interessar pode ser atendida, sem restrições. Atualmente a divulgação é mais boca a boca, pois as pessoas que são atendidas indicam para os parentes e conhecidos.

​

4) E como funcionam os atendimentos?

Os atendimentos são online, exceto se o cliente tiver dificuldades com esse modo, nesses casos marcamos de forma presencial. Cada terapeuta atende de uma a duas pessoas em média, de acordo com a disponibilidade de cada um. Após o atendimento, o terapeuta me encaminha a prescrição dos florais e a cada 15 dias a Edna Zapone e eu preparamos as fórmulas para entregar aos clientes. Temos um calendário com os dias de entrega que se dá na Igreja de Nossa Senhora das Dores onde usamos a sala do início do projeto. Os atendimentos podem ser quinzenais ou mensais, e há uma pequena contribuição mensal para cobrir os gastos do material de preparo dos florais.

​

5) Quantos terapeutas participam como voluntários?

Eu sou a coordenadora e conto com a Elizabeth Borges e com a Edna Zapone que me auxiliam no trabalho. No momento temos em torno de dezoito terapeutas voluntários que atendem além de nós. Glorinha Coelho continua atendendo e prestando assessoria. Esse número de pessoas ainda é pequeno comparado ao de clientes, por isso muitas vezes temos fila de espera.

​

6) E quantas pessoas são atendidas pelo projeto?

No momento temos 36 clientes sendo atendidos e pelo menos 7 pessoas na fila de espera.

​

7) Como vocês conseguem recursos para manter o projeto?

Como já disse, a contribuição das pessoas atendidas é usada para ajudar na despesa de utilização do espaço e todo o material de preparação das fórmulas. Contamos com o apoio de produtores de florais, sempre engajados na disseminação da Terapia Floral. Nossa gratidão a Talita Magonari (Florais, de Saint Germain); Celia Gouvêa (Sistema Solaris) e Luciana Chammas (Healing Essências Florais) que tornam viável a manutenção do Projeto.

​

8) Quais são os maiores desafios que vocês enfrentam no desenvolvimento desse trabalho?

Temos dois desafios principais. O primeiro é a participação de terapeutas para os atendimentos e para colaborar no preparo das fórmulas florais na Igreja o que acontece quinzenalmente. Sendo os atendimentos on line, a dificuldade de estar no local da entrega duas vezes no mês se intensificou por toda a mudança ocorrida pós pandemia.

O segundo desafio é a parte financeira. O objetivo do projeto é atender aquelas pessoas que estão com dificuldades financeiras, por isso, a taxa é bem reduzida. Além disso, quando não conseguem contribuir mesmo com esse valor bem pequeno, pede-se que contribua com a quantia que puder. Conscientizando a importância da sua participação para que o projeto continue vivo, abrindo a todos os que assim desejarem.

​

9) O que você considera como o maior motivo para um terapeuta querer participar de um projeto social como o Flor em Gotas?

Acho que o primeiro motivo é o de servir e, também, o atendimento social faz parte do dever de ser do terapeuta floral. E o segundo é de poder dar esperança a quem quer achar um caminho e não tem como. Recebemos muitos depoimentos de pessoas atendidas e vemos a melhora dos clientes, isso é o que me incentiva a continuar e acho que pode incentivar outros terapeutas a também contribuir nessa missão.

​

10) O que um terapeuta floral precisa fazer para ser voluntário no projeto?

Desde o princípio foi voltado como espaço de realização de estágio supervisionado. Com o aumento da necessidade de mais atendimentos, contamos com o apoio dos terapeutas associados à Rioflor, pois, se preserva a qualidade profissional, há uma formação mínima para se tornar terapeuta floral. O terapeuta interessado pode entrar em contato pelo WhatsApp: Fernanda (21)99436-8871

​

11) Você tem alguma história marcante dessa jornada para compartilhar com a gente?

Temos muitas histórias lindas com os clientes atendidos, é até difícil escolher. Mas, uma que me marcou muito, foi a de uma mulher que sofria de transtorno bipolar, fibromialgia e depressão. Ela já era tendida no projeto por outra profissional que precisou se afastar. Ofereci-me para dar continuidade ao seu processo terapêutico, mas, de início ela relutou dizendo que já melhorara. As pessoas, às vezes, não têm noção do que seja um processo terapêutico e esperam que, logo depois da primeira ou segunda fórmula obtenham a solução de sua situação. Muitas vezes, como sentem-se melhor, voltam a sentir mais estabilidade, querem parar e não chegar ao que causou aquele estado.

​

12) Quais são os próximos objetivos e planos para o Flor em Gotas?

O desafio constante é manter o projeto ativo. Temos muitos sonhos para o futuro: uma autoclave para facilitar e agilizar o processo de preparação dos vidros, um espaço próprio, ampliar para mais pessoas contando com um número bem maior de terapeutas voluntários, enfim, crescer com sustentabilidade.

​

13) Como as pessoas podem acompanhar vocês e conhecer mais sobre o projeto?

Através da página no Instagram: @flore_mgotas.

bottom of page