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Lantana (Lantana camara)

ESSÊNCIA DO MÊS

 

 

 Essência Floral LANTANA

 

“A União de todos potencializa a nossa força, dinamizando a energia de cada um.”

 

 

 

Das preciosas flores do Camará temos a essência floral Lantana. Trata-se de um arbusto da família das Verbenáceas, cujo nome científico é Lantana camara L, muito abundante e conhecido por todo o interior do Brasil. Em cada região se apresenta com um sinônimo, tal como Cambará, Camará-de-espinho, Camará-chumbo e Lantana.Atinge até dois metros de altura, embora na maioria das vezes seja mais rasteiro. O seu caule é quadrangular e ramifica-se desde a raiz, formando muitos galhos cruzados, que se agrupam em densas moitas impenetráveis em função dos pequenos espinhos. Suas folhas ovais, recortadas em rodinhas, são baças, ásperas, escuras na face superior e claras na página inferior, e têm cheiro análogo ao da Erva-cidreira. Há variedades multicores, róseas, brancas e amarelas. Dá um fruto globoso, do tamanho e da cor de um bago ou grão de chumbo de espingarda. Cada frutinha apresenta-se envolvida por uma fina película recobrindo a polpa doce e quase líquida, cor de chumbo, que envolve por completo a semente solitária e central.

 

                   A essência floral Lantana é apropriada para a harmonização de grupos reunidos em assembleias, congressos, locais de trabalho, escolas, hospitais, casas de detenção, creches, asilos, retiros, meditações, viagens, festas, simpósios e quadras de diversão em geral; para as situações que exigem a necessidade de equilíbrio entre as manifestações individual e coletiva, entre o saber ouvir e o saber falar, ou quando o propósito grupal necessita de elevação em seu padrão vibratório. Nos ajuda a captar com maior profundidade a psique do outro, criando assim um plano de maior entendimento mútuo.

    A cisão entre as pessoas nada mais é que um reflexo simbólico de uma fratura interna entre os vários corpos da própria personalidade, uma separação que a impede de funcionar coordenada e harmonicamente, criando penosas dificuldades e distúrbios nos relacionamentos coletivos. A essência trabalha a sincronização interna dos vários corpos da personalidade e, em especial, dinamiza o relacionamento dos chacras energéticos. Lantana pode ser usada na forma tradicional, por via oral, porém também é eficientemente empregada por aspersão.

 

Seguindo à metodologia de pesquisa dos Florais de Minas, observações à natureza e correlações com as várias seções do conhecimento dão claras amostras do arquétipo desta planta, assim apontam para a ação da mesma em forma de essência floral. E consteladas estão estas preciosas informações, quer pela lei das assinaturas, pela etimologia do nome científico, pelas sugestões dos nomes populares e por tantos sinais que a cultura popular sabiamente enfatiza. 

O aspecto do cachimbo floral, arredondado, formando anéis concêntricos de flores vermelhas e amarelas, lembra uma mesa redonda, onde várias individualidades estariam reunidas, e cada flor seria uma pessoa; no centro prevalece curiosamente a coloração amarela, em detrimento do vermelho, que fica expulso para a periferia do arranjo floral. Assim, o amarelo indica o caminho do meio, a harmonia da mente usada para o entendimento, enquanto o vermelho, a ira dos sentimentos, fica afastada ou é mantida sob controle, nos limites externos.

               O nome Camará, por simples alteração de acentuação, gera câmara, local de reuniões e assembleias. Num sentido mais amplo, câmara é um local fechado, especialmente preparado, onde muitos elementos potencialmente conflitantes são agrupados para que se possa obter de seus embates a harmonia coletiva que também trazem latente. O nome da planta ainda está diretamente ligado aos conceitos de camarada e camaradagem, portanto, de convivência amistosa, fraterna e leal. Por sua vez, o nome Lantana vem do grego lanthan, que significa “local fechado” ou “esconderijo”. A ideia de união e entendimento entre individualidades diferentes está consagrada neste nome através dos elementos químicos lantanídios. Este grupo de átomos químicos, a despeito de suas próprias particularidades, são tão afins e semelhantes entre si, combinam-se de maneira tão harmoniosa, que são encontra­dos na natureza em conjunto, ou seja, quando se acha um encontram-se todos os outros ali reunidos. Aliás, os lantânios são tão harmonizados uns com os outros que o próprio homem, com todas as suas técnicas químicas laboratoriais, têm enorme dificuldade de separá-los entre si. Todavia, esses enlaces perfeitos, em que as diferenças individuais ficam em segundo plano, são ainda escassos no nosso planeta Terra, mesmo no reino mineral, razão pela qual os lantânios são também conheci­dos por terras-raras. São eles átomos metálicos, cujas diferenças eletrônicas entre si ficam ocultas à percepção de um e do outro, o que facilita o entendimento e o sentido de igualdade mútua que prevalece entre eles. De maneira análoga, a essência Lantana busca esta união estreita e amorosa entre as almas humanas, em seus múltiplos e instrutivos agrupamentos.

    Quer na madeira, quer na matéria, quer no espírito, quer nos cantos do Brasil, o homem encontra o Cambará, que o índio chama de caambará, querendo dizer árvore forte. A multiplicidade de cores e de matizes das flores, nas ocorrências silvestres desta planta, aponta para a miscigenação racial, espiritual, cultural e ecumênica de todos os povos.

 

   

    Surpreendentemente, o Cambará parece não saber conviver bem com espécies que poderiam embaraçar-lhe o desenvolvimento, pois ele atrofia e mata todas elas. Neste aspecto, vemos que o preceito popular, a união faz a força, é levado ao seu limite extremo!

 

De Candolle, Linneu e Saint Hilaire, renomados botânicos, descreveram muitas subespécies, todas com virtudes medicinais semelhantes.

Os hindus comem em épocas de escassez toda a planta, enquanto os povos da tribo kalkaris aproveita os ramos na manufatura de balaios e banquinhos. A primeira referência em língua portuguesa a respeito do Camará foi feita pelo Padre Fernão Cardim, em 1584, na obra Do Clima e Terra do Brasil, onde ele diz: “Esta erva se parece com as Silvas de Portugal; cozida em água, é a dita água o único remédio para sarna e feridas frescas, cuja flor é formosíssima... e delas se fazem ramalhetes para os altares.” Em 1587, aparece a segunda referência, dada por Gabriel Soares de Souza em Notícias do Brasil, onde o valor ornamental da planta é muito exaltado. Várias outras citações esporádicas aparecem ao longo do Brasil Colônia, sempre enaltecendo as virtudes médicas e ornamentais da planta. É importante documentar aqui a citação de Guimarães Rosa, em Sagarana (1946), onde uma relação social curiosa entre plantas é evocada: “Um claro mais vasto, presidido pelo monumento perfumoso da colher-de-vaqueiro, faraônica, que mantém à distância cinco cambarás ruivos, magros escravos, e outro cambará, maior, que também vem afinando de cima para baixo.”

    Quanto à fitoterapia popular, hoje em dia, as folhas são muito usadas no tratamento das afecções catarrais com tendência à asma, nas bronquites, resfriados, gripes, tosses e na coqueluche. O Camará é um constituinte clássico dos xaropes caseiros contra a tosse e a rouquidão. Há ainda uma indicação fitoterápica adicional no tratamento dos reumatismos. Possui um óleo essencial aromático, do qual se extrai o alcaloide lantanina, de valioso efeito febrífugo, mesmo quando a febre seja rebelde e não ceda à ação do clássico quinino ou outros. Este alcaloide é bem aceito pelo estômago mais sensível, tendo por efeito imediato o abaixamento da temperatura corporal. Segundo Albuquerque, apesar de seu amplo poder terapêutico, a lantanina, contida nas folhas verdes, pode produzir fotossensibilização nos animais e até mesmo colapso neurocirculatório, razão pela qual a dosagem das tinturas obtidas das folhas deve ser criteriosamente especificada. As raízes têm sido preferencialmente empregadas nos preparados caseiros.

    Nos ritos afro-brasileiros, a planta é consagrada ao orixá feminino Oxum, a deusa da fertilidade, da procriação e da maternidade.

 

                    Além da apresentação da Lantana como essência floral simples, ela também compõe várias fórmulas compostas nos Florias de Minas como: “Fórmula Ecológica”, “Fórmula de Aprendizado” e “Fórmula do Adolescente”. Também está presente na composição da Fi-Essência “Coerentia” e do Fi-Floral “Hormina”.

Palavras-chave: Coletividade; Reuniões; Assembleias; Relacionamentos; Ambientes; Ecológico; Manifestação; Individualidade; Compreensão Mútua; Propósito Comum; Camaradagem; Empatia; Harmonização; Reciprocidade; Cooperação; União; Bem Comum; Convivência; Fraternidade.

 

 

 

 Texto elaborado por Breno Marques e Ednamara Vasconcelos (Cocriadores e pesquisadores dos FLORAIS DE MINAS)

Contato: www.floraisdeminas@floraisdeminas.com.br; ednamara@floraisdeminas.com.br